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América Fabril

No local onde existe hoje o condomínio conhecido como Tijolinho, encravado entre Vila Isabel, Grajaú e Andaraí e que tem como principais vias de acesso as ruas Barão de Mesquita e Barão de São Francisco funcionou a antiga e famosa fábrica de tecidos América Fabril.

Com sete grandes blocos de apartamentos e milhares de moradores, o Tijolinho é ponto de referência na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Atualmente existe um moderno shopping center que é vizinho do condomínio na Rua Barão de São Francisco, onde em tempos passados existiu um estádio de futebol que pertenceu ao clube Andaraí e posteriormente ao America Futebol Clube.


Chaminé da Fábrica América Fabril no Tijolinho


A fábrica América Fabril ficou muito conhecida pela excelente qualidade de seus produtos e pela tradição que deixou no ramo de tecelagem. Do antigo estabelecimento fabricante de tecidos restou, como gostosa lembrança, uma velha e imponente chaminé de tijolos de barro, que resiste ao longo das décadas e é uma testemunha viva da existência da antiga fábrica construída naquele local. A equipe do Correio Carioca procurou uma antiga moradora do Grajaú que tem maravilhosas recordações da indústria. “Eu costumava fazer muitas roupas com os tecidos da fábrica América Fabril. Os panos e os bordados eram muito resistentes e muito bonitos”, comentou a Sra. Marina Oliveira, que se recorda saudosa do tradicional apito matinal da fábrica, hora em que estava preparando o café da manhã para a família em sua residência.

Informou ainda a Sra Marina Oliveira que a América Fabril era uma indústria de tecidos de grande porte, até mesmo possuindo dois bondes para o transporte interno de seus produtos e materiais dentro de suas amplas dependências.

Essa indústria tinha um grande número de empregados masculinos e femininos, utilizava grandes máquinas, possuía um açude cuja água era utilizada na fabricação de tecidos e até mantinha uma vila operária, construída em seu entorno, com inúmeras casas que serviam de residência para os trabalhadores e suas famílias, que dispunham, assim, de grande segurança, maior estabilidade e mais comodidade para chegar pontualmente ao local de trabalho. Dessa vila operária ainda restam algumas simpáticas e bem conservadas casas, localizadas na Rua Duquesa de Bragança, nas proximidades do Largo do Verdun, mas que em nada lembram os velhos tempos do funcionamento da indústria América Fabril, com o movimento de seus muitos operários. Nessa mesma área outrora ocupada pela fábrica, hoje, também, funcionam uma moderna agência e um edifício com dependências importantes do Banco do Brasil e, já nas proximidades do Verdun, uma grande parte do terreno foi ocupada pela Caixa Econômica Federal. Hoje, também fazem parte do conjunto uma escola municipal e um centro de compras. O conjunto arquitetônico é ajardinado e serve como área de lazer.

Além da saudosa, bela e velha chaminé restou da extinta indústria América Fabril a lembrança da qualidade dos produtos que saíam de seus teares, tecidos muito apreciados naquela época pela resistência, durabilidade, beleza, além da saudade daqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la.       

 


 
 
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